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Sistema drywall atende à Norma de Desempenho

Autor: Eng. Luiz Antonio Martins Filho

22/09/2010

A tecnologia construtiva drywall cumpre todos os requisitos de acústica, resistência mecânica e comportamento ao fogo expressos na Norma de Desempenho de Edificações (ABNT NBR 15575), em vigor desde 12 de maio.

A tecnologia construtiva drywall cumpre todos os requisitos de acústica, resistência mecânica e comportamento ao fogo expressos na Norma de Desempenho de Edificações (ABNT NBR 15575), em vigor desde 12 de maio. Essa norma traz um avanço: determina os índices de desempenho mínimo, intermediário e superior dos sistemas construtivos e seus componentes ao longo de sua vida útil, enquanto as normas anteriores apenas prescreviam as características de cada material. Esse novo conceito coloca o drywall em vantagem, “devido à sua modernidade”, afirma o Eng. Luiz Antonio Martins Filho, gerente executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall.

Martins explica que o drywall foi criado há mais de um século nos Estados Unidos e passou a ser utilizado regularmente há mais de 80 anos na Europa: “Com isso, estava plenamente desenvolvido em termos tecnológicos ao chegar ao Brasil, ainda na década de 1970, e principalmente a partir de meados dos anos 1990, quando teve seu uso intensificado no país. Apenas foi necessário adaptá-lo à nossa realidade por meio da elaboração de normas técnicas e ensaios locais, processo já concluído com êxito”. E completa: “No Brasil, o drywall é o único sistema construtivo para vedações internas (paredes, forros e revestimentos) totalmente embasado em normas técnicas, o que o diferencia das demais tecnologias empregadas com a mesma finalidade”.

Conformidade
O comportamento do sistema drywall em relação aos diferentes quesitos da Norma de Desempenho é explicado pelo consultor técnico da Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall, Carlos Roberto de Luca, que esclarece: “Para que os desempenhos especificados sejam alcançados, deve ser obedecida a Norma de Projeto e Montagem desse sistema (ABNT NBR 15758), que oferece todas as orientações para a correta aplicação da tecnologia drywall em várias situações”. Alguns exemplos são apresentados a seguir.

Segurança estrutural – De acordo com ensaios realizados pelo IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, todas as paredes drywall especificadas na NBR 15758 (desde a mais simples, mostrada na figura 1, com 73 mm de espessura, composta por estrutura com perfis de 48 mm de largura e uma chapa para drywall com 12,5 mm de cada lado) atendem a Norma de Desempenho no que diz respeito a: estabilidade e resistência estrutural; deslocamento e fissuração; solicitação de cargas provenientes de peças suspensas; impacto de corpo mole; impacto de corpo duro; e ações transmitidas por impactos nas portas.

Figura 1.

Acústica – A Norma de Desempenho estabelece níveis de redução sonora mínimo, intermediário e superior para paredes que separam unidades autônomas (dois apartamentos, por exemplo) e paredes que separam unidades das áreas comuns (entre sala ou quarto de apartamento e área externa). Uma parede drywall com 120 mm de espessura, composta por estrutura com perfis de aço galvanizado de 70 mm de largura com duas chapas de cada lado e lã mineral no interior (figura 2) isola de 50 a 52 decibéis e, assim, atende aos níveis mínimo e intermediário em praticamente todos os casos. Já uma parede como a mostrada na figura 3, com 200 mm de espessura, com dupla estrutura separada, duas chapas de cada lado e lã mineral no interior, atende com folga ao nível superior em qualquer situação, pois isola de 64 a 66 decibéis. Exigências ainda maiores podem ser atendidas com paredes drywall, como ocorre com a separação entre salas de cinema múltiplas instaladas desde o final da década passada em shopping centers de todo o país, praticamente todas elas executadas em drywall.

Figura 2.

Figura 3.


Comportamento ao fogo – O Corpo de Bombeiros estabelece níveis de resistência ao fogo em 30, 60, 90 ou 120 minutos, dependendo do tipo de edifício e da utilização de cada espaço interno. Uma parede com 73 mm de espessura, como a mostrada na figura 1, se enquadra na categoria CF 30 (ou seja, corta-fogo 30 minutos). Já uma parede como a mostrada na figura 2 está na categoria CF 60 (corta-fogo 60 minutos). Essas duas paredes atendem a praticamente a totalidade das paredes residenciais. Paredes com resistência a 120 minutos, como a mostrada na figura 4, são montadas com estrutura de 70 mm e duas chapas resistentes ao fogo (com 15 mm de espessura) de cada lado.

Figura 4.

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