Impermeabilização: drywall e áreas sujeitas à umidade
Paredes e revestimentos em drywall instalados em áreas sujeita a umidade (banheiros, cozinhas e áreas de serviço) exigem impermeabilização de sua parte inferior, para evitar que o eventual contato com água empoçada danifique as chapas de gesso. Normalmente, nas áreas mencionadas, os sistemas drywall são executados com chapas RU (Resistentes à Umidade), que contêm em sua fórmula hidrofugantes. Essas chapas, embora resistam à umidade e a respingos, não são impermeáveis e, por isso, devem ter a face exposta à água adequadamente tratada.
Para a impermeabilização, podem ser utilizados os sistemas descritos nas normas técnicas da ABNT específicas para essa finalidade. Há várias opções, das quais três são as de uso mais comum: membranas de asfalto elastomérico (para aplicação a frio, uma vez que sistemas para aplicação a quente, com auxílio de maçarico, não são recomendados para chapas de gesso), membranas acrílicas e cimento polimérico.
O rodapé das áreas umidas deve receber tratamento com um dos sistemas impermeabilizantes mencionados, o qual deve ser iniciado no piso, a cerca de 15 a 20 cm da parede e subindo por esta até pelo menos 20 cm de altura. Em áreas onde pode ocorrer a lavagem do piso, as paredes devem receber um tratamento que impeça a passagem da água sob a parede. Nesse caso, recomenda-se a utilização de um selante apropriado aplicado no espaço entre a chapa de gesso e o piso ou a colocação de um rodapé que garanta a estanqueidade nesses pontos. Feita a impermeabilização, a parede ou o revestimento podem receber qualquer tipo de acabamento, como cerâmica, pastilhas, mármore, granito, pintura à base de resina epóxi, etc. A Comissão Técnica da Associação Drywall conclui: “Não há qualquer risco em utilizar os sistemas drywall em áreas úmidas, desde que se tomem os cuidados essenciais de impermeabilização que, de resto, também são utilizados na alvenaria convencional”.







